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Estudo sugere possíveis bases biológicas para o TDAH

O transtorno do déficit de atenção (TDAH) é certamente um dos temas mais polêmicos da psiquiatria. Uma da críticas mais freqüentes ao tratamento medicamentoso é a ausência de comprovação biológica da origem dos sintomas. Agora, porém, uma mega-análise publicada em 2017 na revista The Lancet Psychiatry chama a atenção pelos resultados, que sugerem que o cérebro de indivíduos com sintomas de TDAH apresentam diferenças em relação ao de pessoas sem o diagnóstico – mais especificamente, difere pelo volume reduzido de algumas
estruturas subcorticais do cérebro, o que de alguma forma poderia se entendido como marcadores biológicos para os comportamentos característicos do TDHA.

Algumas das estruturas identificadas com volume comparativamente reduzido foram amígdala, o núcleo accumbens e o hipocampo. A amígdala, por exemplo, tem papel crucial no processamento das emoções, como mostram estudos anteriores. Já o núcleo accumbens é
uma estrutura importante do sistema de recompensa do cérebro. O hipocampo por sua vez tem papel comprovado na formação de memórias. O estudo detectou também menor volume intracranial nos indivíduos com TDH.

Foram analisadas imagens do cérebro de indivíduos de 4 a 63 anos, cerca de metade deles com diagnóstico de TDAH; os demais, sem o diagnóstico. Esses registros pertencem ao banco de neuroimagens do ENIGMA ADHD Working Group, grupo de colaboração internacional que reúne dados de neuroimagem captados por meio da tecnologia da ressonância magnética funcional, por diferentes grupos de pesquisa de mais de dez países que
seguem, segundo os autores, protocolos padronizados de processamento e de análise.

Este foi o maior estudo de TDAH com o neuroimagens já realizado até então. No artigo publicado, os autores afirmam que os estudos prévios que descartaram a presença de alterações biológicas em indivíduos com TDAH se utilizaram de amostras de tamanhos
insuficientes e de métodos muito heterogêneos, de maneira que oferecem dados pouco robustos sobre a presença ou não de bases neurobiológicas para o TDAH.

Os dados encontrados contradizem também a hipótese, sugerida por estudos anteriores, de que alterações do cérebro de indivíduos com TDAH poderia ser efeito de medicação.
Obviamente os resultados não permitem falar em uma comprovação biológica irrefutável para o TDAH, mas abre novos caminhos para análises futuras e também para
pesquisa de participação de estruturas específicas ou de grupos de estruturas que possam estar envolvidos na origem do transtorno.

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